O amigo leitor percebeu a quantidade de Filós que existem por aí? (alusão à personagem Filomena do programa “A praça é nossa”).
É impressionante como as pessoas tem usado do coitadismo para alcançar os seus interesses.
Exemplo disto são os políticos (claro que existem exceções, embora raras). Prepotentes e soberbos em seus mandatos e “coitadistas” na petição de votos. Observem bem o rosto dos mesmos depois das eleições. Será que eles ainda lembram de você?
O “coitadismo” é uma epidemia nos tempos atuais. Quantos e quantos aproveitadores surgem a cada dia. E é claro, essa técnica é utilizada quase que 100% pelos espertinhos de plantão.
Eu conheço casos de pessoas que treinam a cara de coitados diante do espelho, pegam uma criança de colo e saem a pedir esmolas pelas ruas da cidade. Sabe para quê? Para jogar em máquinas de caça-níqueis (as mesmas apresentam receitas e tudo o mais para atestar a vigarice).
Afinal estou falando de coitadismo ou de vigarice? Creio que ambas as palavras poderiam até mesmo ser sinônimas.
Lembro do caso de uma pessoa durante o período eleitoral que pediu ajuda a um dos candidatos, a outro, vestiu a camisa de um terceiro e no dia da eleição andava distribuindo santinhos de um quarto.
O coitadismo existe em todas as áreas.
Lembro-me bem de alguns casos. Um dia alguns escritores estavam reunidos numa palestra em determinada escola. Um destes disse que havia sido duro publicar um livro, que encontrou dificuldades familiares, financeiras e coisa e tal. Para concluir ele deu algumas dicas de como se comprar um livro, dizendo: “O livro para ser bom precisa ter orelha, no mínimo duas pessoas gabaritadas apresentando a obra, um extenso histórico do autor e estar sendo comercializado pelo menos em seis capitais do país. Como e o cao do meu.” Ele terminou de dizer isto e passou a vez. O livro do autor seguinte não tinha orelha, apenas uma apresentação, um breve histórico e estava sendo comercializado em escolas do bairro e algumas livrarias. Adivinha quem vendeu mais livros no final da palestra? O praticante do coitadismo, é claro! (só para deixar claro: não existe nada que comprove que ele disse sobre a confecção de um livro).
Ha tambem outro caso com o mesmo tema. Tratava-se de alguém que só faltava chorar nas palestras. Segundo ela era dona de casa, havia casado várias vezes, que seu pai a rejeitara....buáááá... Afinal era uma palestra de incentivo a leitura ou o divã de um psicanalista? Ainda me lembro das pessoas ao final da dramatização dizendo aos demais escritores presentes: “Eu adorei os livros de vocês mas preciso ajudar aquela pobre pessoa.” Os escritores sairam dali de a pé e ela de carro. Algumas horas depois a viram degustando uma cerveja gelada no centro. Os colegas escritores sequer a cumprimentaram pois estavam com as pastas pesadas de tantos livros, que não haviam vendido.
E ha ainda aquela do cara que se passou por professor de Historia da URFGS durante tres anos, recebe aposentadoria por “inavalidez”? e uma imensa lista que aqui nao haveria espaco suficiente para descrever.
Esse tipo de gente aumenta a cada dia dizendo-se desempregado, adoecido, etc... É evidente que existem casos verídicos porém é melhor averiguar bem antes de os ajudar.
Pois então cuidado. Os coitadistas estão sempre de plantão. Perto da esperteza de tais criaturas nós não passamos de “pobres coitados”.